Foto do post... Tilda Swinton

no silêncio, a saudade habitada
na ramada de úmidos lírios
a casa suspira aromas de primaveras
como se de um cesto de frutas colhidas frescas
a pureza de infâncias derrama-se sobre a mesa
enquanto o tempo aprisiona a tua eternidade
semeio-te vento onde respira a nossa história
nos jardins, nas clareiras, nas azinhagas, no ar
assim, de ti me acerco com os olhos exaustos da luz
entre as esquinas da memoria a pastorar os silêncios
onde respiram asvelhas canções de ninar teus cansaços
como um poema ferido de amor sob o látego da insônia
assim, de ti me acerco nas madrugadas de ausências irremediáveis
pelos cantos desocupados onde procuro-te nesse vazio que nada preenche
como se a morrer-me em oferta consagrada
para atingir-te uma vez, outra vez, e mais outra
porque ainda caminhas: - por essa dor inacabável!
Ana Merij






















