"A todos os visitantes de passagem por esse meu mundo de cores tão intensas... lhes desejo um bom entretenimento, seja através de textos com alto teor poético, das fotos de musas que emprestam suas belezas para compor esse espaço ou das notas da voz fascinante de Petra Magoni... que nem vejam passar o tempo e que voltem nem que seja por um momento!"

24 de mar de 2011

Foto do post... Marilyn Monroe




Casa trancada

Que tipo de casa suburbana é o meu peito
Que guarda entre os seus cômodos vazios,
Vultos, sonhos e os anseios mais sombrios
Que de uma criatura singular é de direito?

Que dores percorrem o corredor estreito
E separa o imóvel como margens de um rio?
Qual foi o erro ou desengano que fez vazio
O espaço outrora alegre que envolve o leito?

Casa vazia. Triste como qualquer casa vazia.
Casa que apagou o sorriso de quem se ria
E se trancou com portas e janelas gradeadas.

Casa vadia. Triste como qualquer casa vadia,
Mas nas paredes ainda há quadros e fotografias
Enquanto a vida roda e continua na calçada.

Danilo del Monte

4 comentários:

  1. Obrigada por este soneto que veio de encontro a uma casa vazia no espaço da minha memória. Lembrança de um tempo perdido algures no tempo.

    L.B.

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  2. [i][olive]Triste esse poema, o Casa Trancada Helenatriste mas belo igual.
    Eu casa, permito sempre ter janelas abertas e portas aberta pra o novo entrar....pq eu acredite que tudo se transmuta , tudo se transforma, até o nosso sentir....eu me permito mudar, nunca fui de me trancar em mim.

    Bjos minha linda.

    Erikah

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  3. Adoro ler os poemas que coloca mas sinto e sei que são tristes como a tristeza que a envolve neste momento.

    um bj

    OA.S

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  4. Olá.

    Encontrei por acaso a minha poesia publicada em seu blog e fiquei muito lisonjeado e muito encantado ao saber que você se identifica com as palavras do soneto. Muito obrigado e um grande abraço.

    Danilo del Monte

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Nem sempre as poesias que posto tem a ver com o que estou passando ou sentido. Muitas vezes posto uma poesia pela sua beleza, ou então porque me toca, ou porque, de uma certa forma, me identifico com as palavras do poeta, e as visto.
Vista-se também!...